Hello, world, I’m your wild girl!

Olá, pessoas. Sejam bem-vindas ao meu primeiro post! Por muito tempo pensei: “deveria este lindo blog chamar-se VULVAREVOLUÇÃO”? Tive medo de um mero trocadilho feito com o intuito de imprimir uma cara feminista à um espaço virtual de assuntos diversos (e com o objetivo de enaltecer a BUCETA também, why not?) ser interpretado de forma errônea. Algumas amigas disseram “uau”, um ex-namorado disse “eu não leria um treco com esse nome” e minha mãe achou esquisito, como acha todo o resto das coisas que eu faço. Sucesso!

Porém, tive medo também de estar sendo ~transfóbica~ ou algo do gênero, colocando a vulva como centro da representação da “mulheridade”. E pra fechar a lista, receei estar sendo boba, rasa ou hipersexual (não que eu ache que falar de vulva seja igual falar de sexo, MAS OLHA O MUNDO QUE A GENTE VIVE, NÉ). Ou sei lá. Já comentei brincando uma vez que ser mulher é ter medo e, putz, isso é bem verdade. Porque além dos perigos reais e concretos à que estamos expostas o tempo inteiro pelo simples fato de sermos mulheres, ainda existem as armadilhas mentais sabotadoras que desenvolvemos por conta de uma sociedade que nos diz que nunca somos boas o suficiente: “e se eu falar/fizer merda?”, “melhor ficar quieta”, “melhor me preservar”, etc. MAS ISSO TUDO PODE SER REVERTIDO! 🙂

Voltando a vulva (que vovó viu — brinks). Não sou apenas ela. E ser mulher não é apenas ter uma. Mas é também, é bastante, é muito. Quando eu era bebê, o médico olhou para minha vági e constatou: “é uma menina”. A partir daí, minha vida foi toda delineada em cima de um conceito compulsório sobre ~ser mulher~, baseado principalmente em construções socioculturais e características do meu corpo. Eu mal tinha chegado ao mundo e FURARAM MINHA ORELHA E COLOCARAM BRINCOS FÓFIS EM MIM, CARAMBA — a palhaçada já começou aí. Depois vieram as demonizações x santificações x pode x não pode… Ah! É um binarismo tão maluco (“seja santa, mas seja sexy”, “cozinhe bem, mas coma pouco”, e assim vai), de deixar qualquer uma desnorteada! Fora o estado constante de terror e pânico, onde uma rua vazia ou até mesmo nossas próprias casas podem se tornar palco de uma situação ruim, tanto por culpa de estranhos quanto de conhecidos. Entre milhões de outras coisas.

Logo, estou aqui para compartilhar um pouco da minha experiência enquanto eu & enquanto mulher, características praticamente impossíveis de serem desconectadas uma da outra nesse momento atual (HOJE CONTEMPORANEIDADE, digo), visto que meu eu foi todo construído em cima da mulher, com muita luta, muito desvio, muita porrada — e muito amor também. E eu precisava de um espaço para canalizar uns pensamentos, amadurecer umas ideias, escrever umas paradas, traduzir uns textos e, claro, dialogar com outras pessoas. Acho que é isso. Bjksssss.

"Pussy rings", da Grimes

“Pussy rings”, da Grimes

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