O envelhecimento da mulher como um fato incomum

Durante a semana passada, meus olhos sangraram quando me deparei com a seguinte “notícia” circulando pelo Facebook:

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Pois é. Eu sei que é meio ilusório acreditar que o jornalismo é uma atividade responsável por transmitir informações relevantes à sociedade e tal. Era pra ser assim, mas nem sempre é assim. No entanto, não consigo mesmo deixar de me espantar com o fato de Liv Tyler estar envelhecendo ser notícia. Todo mundo envelhece, oras. Se ela tivesse voltado no tempo e, ao invés de ficar mais velha, ficasse cada vez mais jovem até se tornar uma criança de novo, aí sim eu entenderia o alarde. Mas a manchete “Aos 37 anos, Liv Tyler não é mais a mesma; veja a transformação da musa dos anos 90” não diz nada. Acho que aos 37 ninguém é a mesma pessoa que era na década de 90.

Vamos nos focar nos critérios jornalísticos de noticiabilidade, ou seja, o que dá valor-notícia para um fato. Relevância (se a informação afeta a vida do público-alvo), proximidade (se acontece perto ou na cidade das pessoas que receberão a notícia), surpresa (se é algo inesperado, surpreendente), etc e etc, são alguns dos critérios que tornam um acontecimento noticiável. Teoricamente, se vivêssemos em uma sociedade mais justa e que tratasse a mulher com um mínimo de respeito necessário para a manutenção de sua integridade física e psicológica, seria óbvio para todo mundo o quanto essa matéria é absurda.

Só que, infelizmente, vivemos em uma sociedade desigual. Essa assimetria pode ser vista em diversos aspectos que se relacionam, como sexo, economia e cor de pele. E para a sociedade (falo principalmente da ocidental e inserida em um sistema capitalista), ser mulher envolve principalmente ser “bonita”, “desejável”, “atraente”, “sexy”, “obediente”. Lógico que não é assim tão simples. Um determinado setor vai valorizar mais a “beleza natural” (mas o que é vendido como “natural” na verdade costuma ser maquiagem leve que “disfarça imperfeições”). Outro vai dizer que mulher “de verdade” é a de batonzão vermelho e roupa decotada. Independentemente da mitologia vigente no meio em que estamos inseridas, somos bombardeadas por opiniões diretas e indiretas sobre nossa aparência o tempo inteiro. A indústria da beleza lucra com essas ideias e investe capital na mídia, para que o alcance desse discurso seja maior. A mídia dissemina essa ideia e lucra também. Não é à toa que é muito mais fácil enumerar, de cabeça, “divas” conhecidas por sua “beleza” do que mulheres que são famosas por motivos que não estão necessariamente ligados à aparência.

As inseguranças da mulher geram lucro, logo, o corpo da mulher é tratado como capital. E em uma sociedade que trata pessoas mais velhas como improdutivas, a mídia acaba tratando envelhecimento (principalmente o feminino, já que o acúmulo de capital costuma estar na mão de homens mais velhos) como perda. O estereótipo da mulher mais velha é que ela perde cabelo, poder, sedução. Os ganhos são sempre vistos de forma negativa (aumento de peso sendo tratado como algo ruim, por exemplo, e as conquistas pessoais e profissionais são ignoradas). O subjetivo da mulher, no geral, não é levado em conta. O corpo passa a ser tratado como algo à parte, algo descolado de tudo que a mulher é. “O corpo que eu quero ter” passa a ser um desejo tão corriqueiro quanto “a bolsa que eu quero ter”. Nossas experiências impressas nele passam a ser vergonhosas. Queremos ser lisas como um papel intacto – como as mulheres que vemos nas revistas e na televisão.

Porém, essas mulheres das revistas e da televisão também não são “perfeitas” – ninguém é. E em uma sociedade como a nossa, se torna noticiável o fato de uma sex symbol deixar de cumprir a sua função decorativa, porque é praticamente uma tragédia. E funciona como um alerta de que nós, reles mortais, teremos que nos cuidar em dobro, já que até mesmo a Liv Tyler “deu uma engordada” e “está bem diferente do que estamos acostumados”. E o “se cuidar” envolve inúmeros produtos e serviços. Assim, a teia lucrativa gerada por nossas inseguranças permanece ativa, bem como a tentativa de controle sobre nós (tanto que, muitas vezes, quando se tenta silenciar uma mulher é apelando para sua aparência. O clássico “toda feminista é gorda e peluda” é uma prova disso. E daí se formos? O que isso altera na nossa capacidade discursiva?).

Ano passado, após “polêmica” gerada pela mídia ao mostrar foto da atriz Betty Faria, de 72 anos, usando biquini na praia (oh, que absurdo), ela recebeu todos os xingamentos possíveis e precisou manifestar publicamente que tem o direito de ficar velha (infelizmente, suas aparições seguintes em praias foram de maiô. Olha que saco ter que ficar pensando e pensando sobre o que se vai usar em uma praia pra ter que se prevenir de uma enxurrada de hostilidade. Homens  – famosos ou não – simplesmente vestem qualquer merda e vão). Chega a ser bizarro como a mulher que existe para além das aparências ofende. Não se pode ir a praia, se divertir, dançar, nadar… Viver. Uma mulher deve estar sempre atenta se a sua aparência está agradando. Caso seja paquerada, só é respeitada se já for “posse” de algum outro homem. O envelhecimento dela, processo natural no decorrer da vida de todos os seres vivos, é tratado como um acontecimento incomum.

Aliás, se observarmos bem, a mulher mais velha (não apenas as idosas, creio que essa invisibilidade começa bem antes) não tem espaço na mídia. Muitas mães e avós de novelas, filmes e propagandas, que na vida real teriam cabelos brancos, rugas no rosto, ou manchas nas mãos, são retratadas como mulheres bem mais jovens. Não vemos feitos importantes realizados por mulheres sendo celebrados da mesma forma que celebram o fato de uma mulher de 30 parecer ter 25 anos, por exemplo. As idosas, então… Só são lembradas na hora de vender Corega. E o tempo inteiro temos que ler notícias pejorativas sobre como alguma mulher emagreceu ou engordou ou envelheceu ou mostrou a calcinha ou borrou a maquiagem, como se isso fosse algo extremamente relevante. Precisamos reivindicar mais do que uma representação digna e plural. Precisamos reivindicar nossos corpos como parte de nós, como vitrines de nossas histórias. Histórias que devem ser contadas com orgulho, e não apagadas de forma cruel pela mídia e pela indústria.

O corpo que eu quero ter é esse, o que traz marcas de experiências boas e ruins vividas por uma mulher inteira. E esse corpo não vai ser desconectado do meu “eu”.

P.S: Já passou da hora de tantos jornalistas despreparados e incompetentes inundarem sites, revistas, programas de televisão e afins com tanta porcaria. Essa chuva de chorume com certeza vem não apenas da misoginia internalizada, mas também da preguiça de pesquisar assuntos realmente relevantes e da falta de capacidade de gerar conteúdo interessante, que chame a atenção de forma criativa e construtiva. Tomem vergonha e vão estudar.

Algumas ideias desse texto eu tirei de anotações que fiz em um seminário feminista em 2009, de uma mesa chamada “Mídias e Feminismos”, que contou com as professoras Tânia Montoro (Comunicação Social/UnB), Maria Luiza Martins de Mendonça (Comunicação e Biblioteconomia – UFG) e Márcia Coelho Flausino (UCB).

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84 comentários sobre “O envelhecimento da mulher como um fato incomum

    • A mulher realmente precisa ser mais respeitada e as pessoas realmente não são descartáveis. Mas o que seria “aprender a se valorizar”? Não acho que esse seja o ponto.

      • Acredito que ele quis dizer que muitas mulheres não se aceitam, não aceitam o fato de que um dia todo mundo envelhece e fazem de tudo para parecer mais jovens, como plásticas, botox, etc.

      • Penso que o que André quis dizer com “se valorizar” é no sentido de justamente não se deixar levar por esse lixo midiático de que fala o texto, de “se valorizar” ao se afirmar gente e não ceder às imposições misóginas.

    • Jornalista não consegue ser ético nem com assunto sério! Ta achando que vai ser ético com futilidade? Nossa mídia nunca foi séria, sem concorrência… nem tem motivo para ser.

    • Para quem tem mais de 65 anos

      Ivone Boechat (autora)

      1 – Tome posse da maturidade. A longevidade é uma bênção! Comemore! Ser maduro é um privilégio; é a última etapa da sua vida e se você acha que não soube viver as outras, não perca tempo, viva muito bem esta. Não fique falando toda hora: “estou velho”. Velho é coisa enguiçada. Idade não é pretexto para ninguém ficar velho. Engane a você mesmo sobre a sua idade, porque os psicólogos dizem que se vive de acordo com a idade declarada!

      2 – Perdoe a você antes de perdoar os outros. Se você falhou, pediu perdão? Deus já o perdoou e não se lembra mais. Mas você fica remoendo o passado… Não se importe com o julgamento dos outros. Só há dois times no Universo: o do Salvador e o do acusador. Neste último você sabe quem é goleiro. Continue no time do Salvador.

      3 – Viva com inteligência todo o seu tempo. Viva a sua vida, não a do seu marido, dos filhos, dos netos, dos parentes, dos vizinhos… Nem viva só pra eles, viva pra você também. Isto se chama amor próprio, aquilo que você sacrificou sempre! Nunca viva em função dos outros. Faça o seu projeto de vida!

      4 – Coma muito menos; durma o suficiente; não fique o dia inteiro, dormindo, dando desculpa de velhice. Tenha disciplina. Fale com muita sabedoria. Discipline sua voz: nem metálica, nem baixinha; seja agradável!

      5 – Poupe seus familiares e amigos das memórias do passado. Valorize o que foi bom. Experiências caóticas, traumas, fobias, neuroses, devem ser tratadas com o psicoterapeuta. Não transforme poltrona em divã, ouvido em descarga.

      6 – Não aborreça ninguém com o relatório das suas viagens. Elas são interessantes só pra quem viaja. Ninguém aguenta ouvir os relatórios e ver fotografias horas e horas. Comente apenas o destino e a duração da viagem, se alguém perguntar. Aprenda a fazer uma síntese de tudo, a não ser que seus amigos peçam mais detalhes. Se alguém perguntar mais alguma coisa, seja breve.

      7 – Escolha bons médicos. Não se automedique. Não há nada mais irritante do que um idoso metido a receitar remédio pra tudo o que o outro sente. Faça uma faxina na sua farmácia doméstica.

      8 – Não arrisque cirurgias plásticas rejuvenescedoras. Elas têm prazo curto de duração. A chance de você ficar mais feio é altíssima e a de ficar mais jovem é fugaz. Faça exercícios faciais. Socorra os músculos da sua face. Tome no mínimo oito copos de água por dia e o sol da manhã é indispensável. O crime não compensa, mas o creme compensa!

      9 – Use seu dinheiro com critério. Gaste em coisas importantes e evite economizar tanto com você. Tudo o que se economizar com você será para quem? No dia em que você morrer, vai ser uma feira de Caruaru na sua casa. Vão carregar tudo. Não darão valor a nada daquilo que você valorizou tanto: enfeites, penduricalhos, livros antigos, roupas usadas, bijuterias cafonas, ouro velho… prataria preta, troféus encardidos, placas de homenagens. Por que não doar as roupas, abrir um brechó ou vender todas as suas bugigangas, apurar um bom dinheiro e viajar?

      10 – A maturidade não lhe dá o direito de ser mal educado. Nada de encher o prato na casa dos outros ou no self-service (com os outros pagando); falar de boca cheia, ou palitar os dentes na mesa de refeições (insuportável).

      11 – Só masque chiclete sem testemunhas. Não corra o risco de acharem que você já está ruminando ou falando sozinho.

      12 – Aposentadoria não significa ociosidade. Você deve arranjar alguma ocupação interessante e que lhe dê prazer. Trabalhar traz muitas vantagens para a saúde mental, além do dinheiro extra para gastar, também com você.

      13 – Cuidado com a nostalgia e o otimismo. Pessoas amargas e tristes são chatíssimas, as alegres demais, também. Elogie os amigos, não fique exigindo explicações de tudo. Amigo é amigo.

      14 – Leia. Ainda há tempo para gostar de aprender. A maturidade pode lhe trazer sabedoria. Coloque-se no grupo sempre pronto para aprender. Não se apresente em lugar nenhum dizendo: sou muito experiente!

      15 – Não acredite nas pessoas que dizem que não tem nada demais o idoso usar roupas de jovens, cuidado. Vista-se bem, mas com discrição. Cuidado com a maquiagem, se for pesada, você vai ficar horrível.

      16 – Seja avó do seus netos, não a mãe nem a babá. Por isso nem pense em educá-los ou comprometer todo o seu tempo com as tarefas chatas de ir buscar na escola, levar a festinhas, natação, inglês, vôlei… Só nas emergências. Cuidado com aquela disponibilidade que torna os outros irresponsáveis.

      17 – Se alguém perguntar como vão seus netos, não precisa contar tuuuuuuuudo! Evite discorrer sobre a beleza rara e a inteligência excepcional deles. Cuidado com a idolatria de neto e o abandono dos filhos casados…

      18 – Não seja uma sogra chata. Nunca peça relatório de nada. Seu filho tem a família dele. Você agora é parente! Nunca, nunca, nunca mesmo, visite seus filhos sem que seja convidado. Se o filho ligar pra você, não diga: ah! lembrou finalmente da sua mãe? É melhor dizer: Deus o abençoe meu filho.

      19 – Cuidado em atender ao telefone: se a pessoa perguntar como você vai e você responder “estou levando a vida como Deus quer”; “a vida é dura”; “estou preparando a partida”; “estou vencendo a dureza”; você vai ver que as ligações dos amigos e dos parentes vão rarear, cada vez mais.

      20 – A maturidade é o auge da vida, porque você tem idade, juízo, experiência, tempo e capacidade para se relacionar melhor com as pessoas. Então delete do seu computador mental o vírus da inveja, do orgulho, da vaidade, promiscuidades, cobranças, coisas pequenas e frustrantes para tomar posse de tudo o que você sempre sonhou: a felicidade.

      (Extraído do livro Educação-a força mágica)

      • Boa tarde, Ivone Boechat!

        Acabei de ler o seu texto e te digo que adorei. Claro, consciente e oportuno.Muitas vezes, só percebemos certas coisas, quando alguém nos diz; e falar de maturidade, para muitos (eu me incluo), ás vezes é sinal de desconforto. Mas, ela não é um problema.Pelo contrário, basta apenas um pouco de bom senso e vontade de viver, que tudo se resolve muito bem.

        Obrigada ! Abraços!

        Eliane Maria de Souza.

  1. Adorei a matéria,nós mulheres merecemos respeito,tenho 48 anos e nao tenho plástica,estou envelhecendo naturalmente e muito feliz,infelizmente o nosso País só tem pessoas sem cultura,que acredita na mídia,qualquer porcaria faz sucesso,esquecendo que a realidade é outra. Mulher é simplesmente tudo,beleza,coragem,inteligencia e o mais importante muitos homens querendo ser como nós… Com maquiagem ou sem,aos 20 e aos 100, nao deixamos de ser belas…

  2. Vale lembrar [me atendo ao caso Liv Tyler], que a observação de mudança de corpo serve para os dois gêneros; a notícia bruta de mudança na estética é passada (pela mídia) para ambos os sexos. O que muda, ao meu ver, é a receptividade do público diante dessas mesmas notícias. Quando a Liv Tyler ganhar um novo papel, pode crer que ela volta ao corpo padrão Hollywood.

    Quanto a questão de envelhecer (porque a mudança na estética não precisa ter necessariamente ligação com o avanço da idade), a mulher tem uma cobrança social muito maior. As coisas estão mudando, hoje uma menina de 18 anos (na metrópole) pode ter orgulho em dizer que não sabe cozinhar; estão mais donas de seu próprio corpo, e isso vai refletir daqui a 40 anos. Difícil querer mudar uma cultura de 2 milênios em 1 década. As situações estão mudando, se estão melhorando é outra história, mas estão ficando de fato diferente.

  3. Quando a mulher é amada de verdade ela não se preocupa com isso e quando ela se ama então, aí mesmo que não irá se importar com esse esteriótipo escravo de beleza. O homem que tem algo na cabeça, vai amar a sua mulher do mesmo jeito com o passar dos anos. É fato!

  4. Sim sim.. concordo e muito com o texto, mas uma coisa que me preocupa é que as próprias mulheres, em sua maioria, se preocupam mais com padrões de beleza ditados pela mídia do que com o conteúdo. Tanto no que se diz respeito ao seu próprio ser, quanto na escolha de seu parceiro, só que sabemos que a beleza é subjetiva e não-constante. Dessa forma esses tabloides sem conteúdo e vulgares ganham cada vez mais força, impulsionados por um público que se deixa levar por padrões ditados pela mídia e por uma sociedade que se curva aos padrões estéticos impostos pela mesma mídia, essa que é claramente uma manipuladora de massas.

    • Mulheres aceitam muito mais pessoas fora do padrão do que homens aceitam. E claro que mulheres se preocupam com a própria aparência, toda hora tem alguém julgando e avaliando se elas são bonitas o suficiente ou não, até mesmo em ambientes profissionais ou universitários, que era pra outras coisas estarem sendo levadas em conta. Não concordo com o seu comentário.

    • Eu concordo com o seu comentário Matheus. A Liv Tyler continua gata pra mim, da mesma forma que minha esposa, no auge dos seus 43 aninhos. A idade por si só já é subjetiva, seja mental ou física e as maiores culpadas pelos homens serem o que são, são justamente as mulheres que, como mãe, têm o poder de educar a partir do berço a um homem respeitar os outros, outras e a sociedade. Cada caso é um caso, óbvio, mas a maioria tem culpa. Agora, se juntar a nossa mídia tu iniquidade, aí ferrou e salve-se quem puder.

    • PQP!!!!! “as maiores culpadas pelos homens serem o que são, são justamente as mulheres que, como mãe, têm o poder de educar a partir do berço a um homem respeitar os outros, outras e a sociedade” eu não merecia ler isso como comentário de um texto tão maravilhoso!

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  6. Como precisamos de mais abordagens desse tipo!
    Em tempo eleitoral, certamente uma das coisas q mais me incomoda são os ataques a candidatas mulheres puramente baseados em serem ou não atraentes ou belas, incluindo montagens de nudez com o propósito de ridicularizá-las. Creio q os homens dificilmente são expostos a esse tipo de chacota.

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  8. mas cara, tu foi procurar notícia em que coluna? não encontro a liv tyler onde QUERO LER.
    vira a página bixo, não subestime seus colegas jornalistas, muito menos os seus leitores.
    forte abraço.

  9. Tenho 26 anos e 4 cabelos brancos. Digo isso, não porque esteja desesperada, contando quantos estão aparecendo e programando quando começarei a pintar. Mas sim, porque trato deles com muito carinho e tenho cuidado para não arranca-los acidentalmente. Quando falo para minha amigas que sonho com meu cabelo grisalho, elas me olham como se eu fosse um et. Parece bobo, mas minha revolução começou assim, com quatro fios de cabelo branco…

  10. Precisamos sim nos libertar dessa obrigatoriedade de sermos como uma ou outra … Somos todas parte perfeita da criação de Deus somos as q trazemos todos ao mundo. Geramos vida. E que nossas vidas sejam além de qualquer estria ou pneuzinho pq alem de tudo q somos e fazemos e a todos que servimos temos cérebro … Pelo menos nascemos com um.
    Obrigada pelo texto libertador e transformador da minha opinião e cosmovisão.

  11. Republicou isso em dannystiae comentado:
    Pra mim Liv Tyler sera sempre uma bela mulher, independente da idade. Temos que parar com essa escravidão da beleza forçada e apoiar padrões de beleza de mulheres comuns, que envelhecem, são mãe e profissionais que lutam pelos seus espaços.

  12. Excelente artigo! Ojalá, todos que leem possam refletir, se olhar no espelho, e trabalhar seus próprios conceitos de aceitação, tempo e beleza. Obrigado por ocupar meus 5 minutos de leitura com um conteúdo tao interessante.

  13. Bombástico! Um balde de água fria para as mulheres que infelizmente participam da indústria milionária da chamada Beleza! Tenho 62 anos, sou mais feliz , mais bonita e muito mais mulher do que aos 30 anos. O cuidar-se não é querer ludibriar o tempo , mas amar-se, respeitar-se, valorizar-se e tomar como motivação as que estão passando por essa escalada com beleza e altivez de ser mulher mãe ou não, avó, ser participante atuante para uma sociedade mais justa. Este é o momento, de nós mulheres brilharmos embelezando as tribunas do parlamento. Vamos sim, ser belas na nossa fala, nas nossas atitudes tanto faz com 20 ou 60 anos ou mais. Com rugas, celulites, gordinhas, magrinhas, não importa, mas autênticas.

    • Hoje tenho 61 anos e me sinto muito mais eu, dona de mim e de meu nariz do que qdo tinha 25 anos. Não ligo pelo que os outros pensam ou digam. Eu me amo assim.

  14. Quando li esta notícia há uns 10 dias me veio a mente pensamentos do tipo “que notícia besta”, “ela não é mais a mensa? 37 anos..duuuh” e “tanto ela quanto a Alicia Silverstone serão sempre lindas para mim” Abraço.

  15. Tá ..mas com certeza essa notícia vc não se deparou indo nas colunas de notícias do mundo ou algo assim.. provavelmente em colunas de fofocas ou algo desse tipo. É irrelevante?! É! Para mim e para você. Para outros é a única forma de fazer parte de alguma coisa. Saber quem casou com quem, quem engordou ou quem traiu quem no mundo dito dos famosos interessa a milhares ou dezenas de milhares de pessoas. A maior fonte de desinformação é a internet e estamos diariamente sendo bombardeados por coisas fúteis e inúteis. Se revoltar com isso só lhe dá o direito de sentir raiva, porque não podemos mudar a mentalidade das pessoas. Além do que, um tipo de assunto como esse é mais de interesse de mulher do que do homem…esse tipo de informação é de interesse tipicamente feminino. Não vejo homens comprando revistas de fofocas para saber da vida dos astros. Se foi um jornalista ou uma blogueira que escreveu isso também é irrelevante, porque no final, esse assunto só existe porque existem pessoas dispostas a lê-lo.

    • Podemos mudar a mentalidade e a forma como o chamado jornalismo de entretenimento é feito sim. Você trata o assunto como se só mulheres se importassem com “futilidades”. O corpo da mulher é mercadoria e é avaliado em todo tipo de mídia. Até revista para homens, como a Trip, tem ensaios sensuais. E não estou apenas “me revoltando”, estou analisando. Tudo isso faz parte do mundo em que vivemos e por mais que você julgue “irrelevante”, tem um alcance enorme.

  16. Muito pertinente essa matéria pois a mídia realmente se utiliza das inseguranças humanas. Especialmente nós mulheres somos cobradas pois nesse sistema querem nos forçar a seguir padrões para servirmos de objetos do desejo. Temos que exercitar nossa autonomia constantemente e manter nossa capacidade de indignação perante os fatos. Não nos perguntam se queremos ser essa bonequinha de luxo ou uma Bárbie. Quando uma mulher diz que não quer se casar ou ser mãe por exemplo é como se fosse uma aberração da natureza. E pior que muitas mulheres concordam em questionar como assim ela não quer cumprir o papel imposto? Apoio a bandeira da autonomia de homens e mulheres pela liberdade de fazermos o que acharmos melhor de nossos corpos e nossas vidas.

  17. AMEI o texto! É isso mesmo! Fora que quem escreveu o texto escroto dizendo que a “musa” já não é a mesma deveria ter pesquisado mais um pouquinho pra saber QUE ELA ESTÁ GRÁVIDA! Ou agora, mesmo grávidas, as mulheres não podem ter barriga? Obrigada pelo texto de vcs, pois a revolta dessa ditadura cruel e absurda sobre nós mulheres me causa cóleras 24/7! Bjos!

  18. Esse site a que você se refere não é jornalismo. É entretenimento de segunda linha. Precisamos parar de generalizar. Nem sempre um site é jornalismo, apesar de apresentar fotos e texto. Sites e revistas sobre celebridades não são jornalismo. São serviço de entretenimento. São coisas totalmente distintas.

    • Não é jornalismo mas é o que jornalistas acabam fazendo, tamanho o sucateamento da profissão (e muita gente que faz esse tipo de conteúdo se reivindica jornalista sim). E falei de outros produtos midiáticos no texto, não só de sites. E não é porque é entretenimento que tá tudo liberado tbém. Se uma mensagem é passada para um grande público, devemos ficar de olho.

  19. É foda! A mulher não pode ser gorda, a mulher não pode ser velha, a mulher não pode ser inteligente. Façam o seguinte: Comprem bonecas infláveis e nos deixem em paz.

  20. A mulher vai ficar velha d qlqr jeito msm. E nao é por isso q vc vai deixar de ama-la. Foda-se os padroes de beleza. Pessoas seriam bem mais felizes se n ligassem p essa merda. A grande maioria dos humanos nunca vai conseguir entender que o que realmente importa é a pessoa q tá por dentro.

  21. O mais estúpido de toda essa história é que o sujeito que fez a reportagem da qual o texto fala, sequer desconfiou que na verdade Liv Tyler não está pura e simplesmente apresentando os sinais do envelhecimento. Ela está grávida.
    Isso torna o tal pseudojornalista ainda mais incompetente.

  22. Pingback: Pensamentos soltos sobre jornalismo, mercado & mulher | vulvarevolução {!}

  23. Pingback: Você está pronta para o verão? | vulvarevolução {!}

  24. Triste reportagem! Como tantas outras que insistem em demonizar a imagem da mulher natural, sem retoques. O mais engraçado é sobre homens não se vê reportagens do gênero. Eita, sociedade.

  25. Sonhando (e imagino que não passará disso, pelo andar da carruagem social) com o dia em que homens, mulheres, gays, lésbicas, gordos, magros, brancos, negros e etc. poderão viver de acordo com suas conveniências. Sem cobranças do relativo certo e errado. Envelhecer, engordar, emagrecer são fatores vivenciados por qualquer pessoa. Que cobrança mais ridícula em cima das mulheres esse padrão que, no fundo, se configura muito mais como restrição a tudo que a mulher pode e oferece a sociedade!

  26. EXCELENTE texto. ainda ha vida inteligente alem desse mundo de pele esticada, ossos aparecendo, muito silicone, musculos de hidrogel e muita maquiagem. Moro fora do Brasil ha 14 anos e fico cada dia mais chocada ao ver como maioria das brasileiras estao cada vez mais obcecadas com “perfeicao” e se transformando em bonecas de plastico. nos deixem comer, envelhecer, termos opinioes. eu me sinto muito mais feliz com kilinhos a mais, cabelos brancos, celulite e muito mais confidente desde que me libertei desses padroes… jah virei fa do seu blog! parabens e obrigada!

    • Sim, temos números altíssimos de cirurgias plásticas sendo realizadas aqui 😦 Dinheiro e tempo que poderiam estar sendo muito mais aproveitados em prol de verdadeiro bem-estar e satisfação, sem contar o risco desnecessário… Obrigada por visitar o blog, volte sempre! =*

  27. A culpa é toda nossa… sociedade como um todo que consumimos e permitimos esse jornalismo merda… Claro que a mulher envelhece, o SER HUMANO envelhece…é a lei da vida….faz parte aceitar e apreciar, quem não o faz tem sérios problemas! A pressão social sobre as mulheres é machista, retrógrado, triste e além de tudo, ajudado pelas próprias mulheres. Eu acho surreal isso acontecer…..cada vez tenho menos crença no ser humano….

  28. A culpa não é de ninguém. Não existe valor aonde não se coloca valor. isto é individual e intrasferível. Se dou importância a comentários bobos é porque eu não estou bem. Estas coisas não se criam quando estamos bem, quando passamos a nos importar com coisas mais prazerosas do que ficar brincando de “espelho, espelho meu”. Prefiro vida, vida minha enquanto eu existir e puder saborear cada minuto.

  29. Infelizmente a maioria das mulheres que vão parar na mídia se deixam virar objetos de consumo e gostam disso, gostam de ser tratadas e desejadas, elas alimentam esse sistema. Enquanto são lindas, esbeltas e maravilhosas enchem o bolso de dinheiro e vaidades. Algumas chegam a se envolver em escândalos pra atrair a atenção, saem com inúmeros famosos e consomem, consomem, consomem, alimentando essa droga chamada moda. Só depois que tem filhos, envelhecem e perdem o valor viram seres humanos de verdade. Pois passam a ser mais humildes e começam a servir aos outros (no caso os filhos) e viver de uma maneira mais simples. Precisams acabar com coisas como mídia, moda, culto ao corpo e aos famosos. Amo as mulheres, tenho uma filha de 1 ano, mas não tolero a cultura das celebridades e a massificação do sexo e das pessoas sexys como cultura. Abraço!

    • Sandro, elas são seres humanos de verdade desde o começo. Concordo que a cultura das celebridades é um saco, é nociva, faz mal e emburrece muito a gente. Mas eu sistematizo no texto toda uma estrutura e, tipo, não é a mulher que alimenta isso, saca? Até porque quem realmente lucra não é ela (tanto que se a gente for analisar quem toca a maioria de marcas famosas, a maioria dos editores em revistas e jornais, a maioria dos publicitários, cirurgiões, donos de empresas….São homens. Eles são a maioria nas posições de poder de verdade, embora nem sempre apareçam). A raiz do problema está na mídia só priorizar mulheres pela aparência, enquanto os homens são enaltecidos pelos mais variados motivos. Temos referências de homens famosos em diversas profissões, com diversos tipos de corpo e tal. E tem outro ponto: e daí que mulheres se envolvem em “escândalo” ou saem com sei lá quem ou ganham dinheiro? Elas tem que ganhar dinheiro mesmo, é o mínimo que merecem, vão trabalhar de graça enquanto um monte de gente lucra em cima delas? Se elas ficam mais humildes e com a vida mais simples depois, é uma outra face da mídia cruel que descarta a mulher que não é mais útil pela sua aparência 😦 Esse é o problema todo, nós somos muito mais que nossa casca e nosso valor vai muito além da nossa aparência, mas infelizmente nem todo mundo tem autoestima, segurança e oportunidade suficiente pra entender isso, porque é uma pressão o tempo inteiro dizendo o contrário. Abraço 🙂

  30. Olá, concordo com seu texto em quase tudo, só não concordo que esse seja o melhor exemplo de machismo na sociedade pq Isso tem mais a ver com Liv Tyler ser celebridade do que ela ser mulher.

    Obviamente vc vai descordar pq vc usou justamente isso como gancho para a discussão. E sem dúvida existe o estigma da mulher envelhecer que não existe da mesma forma com o homem. Infelizmente nossa sociedade ainda é deveras machista. Como tb homofóbica e por ai vai. E quanto mais isso for criticado, quanto mais se abrir o dialogo, como vc faz no seu blog, e como estamos fazendo aqui, melhor. Precisamos evoluir.

    Mas voltando ao ”conteúdo” em questão; a verdade é que todos os dias saem ”reportagens” sobre homens e mulheres na praia ou algum lugar de pouca roupa enaltecendo ou desqualificando o corpo. Principalmente se a celebridade em questão foi sex simbol. Aconteceu com Sean Connery quando viram que ele não era mais James Bond acontece com Liv Tyler pq ela não é mais a menina dos clipes do Aerosmith. É ridículo, como vc falou, seria noticia se ela estivesse voltando ao tempo, mas se eles estão lançando esse ”conteúdo” é pq, infelizmente, tem gente consumindo.

    • Saem muito mais sobre mulheres, infelizmente. Homens fora do padrão e famosos e celebrados existem aos montes…O que torna uma mulher celebridade já é bem específico (beleza padrão, principalmente), etc. Então me parece que ser mulher tem um grande papel nesse tipo de notícia… 🙂

  31. Em primeiro lugar, se esses tablóides, revistas e sites existem é porque tem público. Se eles são maioria, é porque a maioria se importa. Eu acho importante cuidar da beleza sim. Homens sempre foram e sempre serão visuais, mas isso não significa que são fúteis. Estou falando de homens, não de garotos. Garotos são fúteis e vocês é que são as erradas achando que são homens.
    Vejo muitas mulheres que passaram dos 40 e estão lindas por fora e vazias por dentro. Mulheres que gastaram horas em academias e tratamentos estéticos, mas são chatas, infantis, sem conteúdo e com a autoestima de uma garota de 15 anos. E o pior, querem competir com as teens. Depois reclamam quando são trocadas por uma mais nova. Na boa, se um cara fosse escolher entre uma de 40 conservada, mas sem conteúdo e com cabeça de adolescente e uma garota de 20 anos que tem justificativa na idade pras suas inseguranças, quem será que ele vai escolher?
    Vamos combinar que é um saco ficar aguentando mimimi e TPM’s. É muito vitimismo sendo empurrado aos homens. Mulher de verdade sabe fazer o mundo do homem ficar mais leve e sem aquelas cobranças insuportáveis. Sabe ser parceira.
    A realidade é que a maioria das que se preocupam com conteúdo são relaxadas na aparência e as que se preocupam com aparência são relaxadas no conteúdo. Galera, inventem a desculpa que for pra esse relaxamento, mas não botem culpa na mídia. A natureza masculina não vai mudar só porque vcs se sentem vitimas. Ou aprendem a jogar de acordo com as regras e mandam no mundo ou vão passar a eternidade reclamando. Difícil é achar esse ponto de equilíbrio onde a mulher consegue conquistar os olhos do homem e mantê-lo eternamente interessado pelo seu conteúdo.

    • Esse comentário é tão ruim e falacioso que não sei nem o que dizer…só sentir.

      “estou falando de homens e não garotos”
      – rsss exaltação da masculinidade como um troféu, típico.

      “homens sempre foram e sempre serão visuais”
      “natureza masculina”
      – nossa, você caça sua comida na selva e come carne crua na dentada? do jeito que você fala, parece que não existe racionalidade e construções sociais no cerumano né

      “lindas por fora e vazias por dentro”
      “a maioria das que se preocupam com conteúdo são relaxadas na aparência e as que se preocupam com aparência são relaxadas no conteúdo”
      – misógino, será? não imagina. o que é ser “relaxada”, meu filho? vai pastar e depilar o cu com cera antes de vir falar de relaxamento. e esse lance de que mulher bonita é burra e inteligente é feia é uma dicotomia falha, tosca, misógina, mais um dos mitos sobre mulheres com o intuito de invalidar, em algum ponto, o que elas façam, pensem, digam. ninguém fica discutindo se o cara x é “relaxado” ou não porque não tirou a cutícula ou não fez a sobrancelha milimetricamente. te orienta.

      “mimimi” “TPM” “vitimismo”
      – combo!!!!!!!!!!!!!

      “difícil é achar esse ponto de equilíbrio onde a mulher consegue conquistar os olhos do homem e mantê-lo eternamente interessado pelo seu conteúdo”
      – ai meu deus, pq tudo que uma mulher precisa na vida é o olhar de um homem e o interesse eterno dele!!!

      uma perguntinha: você leu o texto até o fim ou só passou os olhos no título e vomitou essa chorumada toda? caso tenha lido, existem cursos online gratuitos de interpretação de texto.
      e recomendo que leia seu comentário em voz alta e tente não rir. boa tarde!

  32. Pingback: Links dos mês – Maio - QG DA BRUNA

  33. Interessante observar que algumas mulheres que ‘lutam’ contra preconceito, e quer ter seu direito respeitado, como a atriz Betty Faria, nota-se que são exigidos quando são para seu bel prazer, no entanto, não poupam palavras e nem se preocupam com sentimentos alheios, e por pior, se sentem indignadas, ou seja, ela pode esbravejar, se ofender e magoar quando lhe faz chacotas, mas no entanto, sem nenhum tato ou sensibilidade, para falar quando são os outros, as quais ela se sentem no direito de criticar, tripudiar e ofender, julgar por suas palavras: “Todo mundo tem o direito de falar o que quiser. Eu, por exemplo, não gosto de mulheres gordas. Elas me incomodam profundamente. Tenho repulsa, rejeição. Sempre batalhei para não ser uma velha gorda”. Falta sensibilidade http://ego.globo.com/famosos/noticia/2015/09/betty-faria-fica-indignada-com-polemica-sobre-gordas-nao-vou-falar.html Se todo mundo tem o direito, ela deveria então silenciar.

    • Exato! Esse texto foi escrito antes disso acontecer, mas na versão adaptada para o meu zine impresso, acrescentei esse episódio e falei sobre ser muito ruim as mulheres precisarem pisarem nas outras para se sentirem melhores 😦

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