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DEZ COISAS QUE HOMENS FAZEM ERRADO DURANTE O SEXO

Esta postagem foi escrita pela autora do blog Deixa de Banca. 

Homens que se relacionam com mulheres: aprendam alguma coisa aí! Mulheres que se relacionam com homens: comecem a se posicionar cada vez mais! E é isso. Aproveitem a leitura. 

Tudo bem, vivemos numa época de liberação sexual. Embora isso signifique mais sexo, não é a mesma coisa que sexo bom. O discurso da liberdade sexual trouxe pouco para mulheres heterossexuais além de trepadas medíocres. Isso porque, com séculos de sexualidade construída apenas para satisfazer o desejo masculino, homens não sabem trepar com mulheres. Eles não sabem do que a gente gosta. Eles não sabem como o nosso corpo funciona. Por vergonha, por medo, por não entender se o problema é com nós mesmas, ficamos caladas. E aí se perpetua o ciclo do sexo seco, dolorido, sem graça, fingido. Minas, se o cara estiver mandando mal, não se calem! Nenhuma de nós é obrigada a lidar com os erros abaixo:

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Ilustração de Polly Nor

1) Achar que sexo é só penetração

Eu posso estar pelada com um cara na cama, chupar ele, ele me chupar, todo mundo gozar e dormir de conchinha, mas ele não vai considerar que a gente fez sexo. Isso porque o sagrado pau dele não abençoou minha buceta. Por que só é “sexo de verdade” quando rola penetração, sendo que nem é assim que mulheres gozam?

É isso aí. De acordo com diferentes pesquisas, o número de mulheres que gozam com penetração varia de 50% a até mesmo 7%! Quando gozamos com algo dentro da gente, ainda assim provavelmente foi porque nosso clitóris estava sendo estimulado. É nele que está toda a graça! Passei boa parte da minha vida sexual me perguntando se eu tinha algum problema por não sentir tanto prazer assim ao ser penetrada, mas a verdade é que está tudo ok comigo. Eu só estava transando com caras que não reconheciam o poder do clitóris.

2) Começar a te chupar antes de você estar pronta

Você provavelmente já conheceu um cara assim. Ele ama chupar buceta. Muito. Ele gosta de tudo: do cheiro, do gosto, da sensação das suas coxas contra a cabeça dele. Mas, principalmente, ele ama falar sobre o quanto ele adora chupar buceta. É como se, ao te chupar, ele estivesse te fazendo um favor. Um rapaz com quem costumava sair já cometeu o desplante de dizer que eu tinha “sorte de ele gostar de fazer oral”, já que era o único jeito que eu conseguia gozar.

Bom, aí vai um recado: chupar minha buceta não é um favor. Não te faz um cara melhor do que os outros. Não te torna especial. Com esse ego inflado e senso frágil de identidade, você conseguiu transformar até um momento que deveria ser focado no meu prazer em algo sobre você.

Dito isso, muitos homens ficam tão empolgados em conquistar o selo especial de Rei da Chupada que se esquecem do essencial: eu tenho que estar pronta. Se você começar a me chupar do nada, sem nenhuma ação antes, com a minha buceta seca, é bom preparar o fôlego. Porque eu vou demorar para gozar. Bastante. Vou demorar tanto que vou começar a me preocupar se você já não está cansado e fazendo só por obrigação. Será que tem algo errado comigo? E se eu me concentrar bastante?

A partir daí, das duas uma: vou fingir um orgasmo para não ferir seu ego, se eu estiver me sentindo particularmente bondosa. Ou então vou pedir para você parar, porque hoje não vai rolar, tudo bem? Para sua boca encostar na minha buceta, eu tenho que estar implorando por isso. Tem que ser a única coisa em que eu consigo pensar naquele momento. Para me fazer chegar a esse estado, recomendo esse texto aqui.

3) Achar que sexo é performance

“Um cara já me disse que achou broxante porque eu ri do barulho da bola dele mexendo. Sei lá, era engraçado, desculpa. Não tô ali para ser a mulher sensual, perfeita, que só geme e goza. Parece que tem que tudo ser um momento sexy, selvagem, santa por fora, devassa por dentro”, desabafou uma amiga minha.

Acho que boa parte das mulheres passa pela meta-experiência de se imaginar trepando… enquanto trepa. Minha aparência deveria ser a última coisa com a qual eu deveria me preocupar, mas cá estou eu de quatro na cama me perguntando se meus peitos dependurados são realmente tão estranhos assim. De alguma forma sinto que não correspondo aquele ideal de deusa do sexo que me foi incubido, mas percebi que isso não é um problema.

O problema é achar que trepar é igual nos filmes, no pornô, na televisão, nos livros. Não é limpinho e antisséptico. Às vezes acontecem barulhos engraçados. Às vezes eu vou estar com uma calcinha puída. Às vezes eu não vou saber direito fazer alguma coisa. E tudo bem.

4) Bancar o machão

Nós, mulheres, ganhamos a fama de frígidas, mas pouco se fala sobre o quanto homens são travados durante o sexo. Qualquer coisa que ameace a posição deles como cabra macho é considerada um perigo. Parece que curtir ter o mamilo chupado ou levar uma pegada na bunda é “coisa de viado” e, portanto, algo a ser evitado a todo custo. Se soltem. Se deixem gemer. Deixem a gente descobrir os corpos de vocês.

5) Não prestar atenção nas reações da parceira

Tá, a mina não precisa se comportar igual uma atriz pornô, mas se ela estiver estatelada na cama, parecendo mais morta do que viva, alguma coisa está muito errada. Quando a gente curte, a gente mexe o corpo, geme, faz caretas bizarras, olha nos olhos, as pernas tremem. Se nada disso estiver rolando, as chances de você estar mandando mal são de 99%.

Pare e converse com a mina, pergunte se está tudo bem, se ela quer continuar, se tem alguma coisa que você pode fazer. É muito comum que mulheres tenham medo de mandar a real e dizer que não estão curtindo, justamente por termos sido ensinadas a agradar o cara e nos submeter ao que ele quer na cama.

6) Não perguntar nada

Nas cenas de sexo que vemos na televisão e nos filmes, trepar parece tão fácil e natural quanto espirrar. Os corpos se encaixam confortavelmente um no outro, as mãos sempre sabem o que fazer, cada instante é fluido e perfeito. O sexo na vida real tem o ritmo mais parecido com o de um motor que demora para engatar. Vai demorar um tempinho até que você e o seu parceiro saquem o ritmo e as preferências do outro. Algo que pode agilizar esse processo é fazer perguntas. Isso não é broxante. Broxante é achar que está arrasando fazendo uma parada cuja única reação que desperta na mina é vontade de bocejar.

Outra coisa: talvez você tenha preferências mais específicas, como xingar, bater, gozar em determinadas partes do corpo. Nunca é tarde para pesquisar um pouco sobre Andrea Dworkin, mas pode ser que você ainda não se sinta emocionalmente preparado para desconstruir seu comportamento sexual. Então, pelo amor de tudo que é sagrado, pergunte ANTES para a mina se ela curte ser chamada de vadia ou ser amarrada no sofá e obrigada a assistir a uma maratona de Big Bang Theory dublado.

7) Ter nojo

Vamos pensar um pouquinho sobre o que sexo é: você lambendo a genitália de outra pessoa. Você enfiando a genitália de outra pessoa na sua genitália, ou vice-versa. Você passando e enfiando os dedos na genitália dela. Isso envolve saliva, gozo, suor, pêlos, às vezes sangue menstrual. São dois corpos fazendo coisas que corpo fazem, o que pode significar cheiros e barulhos estranhos. É normal. E, sim, mulher tem corrimento, então secreções parecidas com catarro podem sair da vagina dela ou estar na calcinha dela. Superem. E nenhuma mulher vai ter a pele imaculadamente lisa e livre de pelos, a não ser que ela tenha um caso muito grave de alopecia.

Por outro lado, é sempre importante lembrar que uma lavada no pinto nunca é demais.

8) Acelerar o ritmo na hora que percebe que você vai gozar

Parece que o truque de mágica favorito de alguns homens é fazer seu orgasmo desaparecer. Naquela hora em que ele finalmente acerta no ritmo na hora de chupar ou te masturbar, você está quase chegando lá, começa a gemer, as pernas tremem e… o cara acelera feito uma britadeira. Mais uma vez enganado pelo pornô, ele acha que, indo mais rápido, vai fazer você gozar logo. Se você fez alguma coisa que me deixou próxima de gozar, a coisa mais lógica seria continuar, em vez de mudar completamente o que você estava fazendo, certo? A não ser que você seja adepto de tortura sexual.

9) Não usar camisinha

Essa dica é tão óbvia que não deveria estar aqui, mas muitos caras acham que têm um pinto de ouro imune a DSTs. Insistir para que a garota não use camisinha é desrespeitar a saúde dela. Isso sem falar nos Demônios Sexualmente Transmissíveis, também conhecidos como bebês. Portanto: encape o pinto.

10) Exigir boquete a base de empurrões

Vamos supor que você está dando umas beijocas em um rapaz dentro de um carro. Ele começa a fazer um carinho no seu rosto que romântico!, você pensa , até que a mão dele desliza para sua nuca e começa a forçar sua cabeça pra baixo. Esse é um jeito nada sutil que alguns homens encontraram para dizer que querem ser chupados. O ataque pode acontecer do nada, numa situação em que sexo nem havia entrado em pauta. “Mulheres não são acometidas por uma vontade súbita e instantânea de chupar seu pinto do nada”, esclarece uma amiga. Querido, espere a menina tomar a iniciativa ou então peça, com palavras, educação e em contextos adequados. Você consegue.

Leia também (esses foram escritos por mim):

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Mulheres não gostam de sexo ou homens não gostam de mulheres?

Antes de começar esse texto, gostaria de dizer que ele é voltado para relações entre mulheres e homens. E gostaria também de deixar duas frases em destaque:

  • Mulher “dá” quando ela quiser. Ou seja, pode ser no primeiro encontro. Ou no décimo. Ou nunca.
  • Ele só quer transar com você? Cai fora.

Como assim?

Por que estou escrevendo estas coisas? Bem, tenho visto muitos textos circulando por aí enfatizando que mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com homens podem “dar” no primeiro encontro sim. Outros dizem que é de boa que os homens só queiram sexo, se isso for o que a mulher quiser também. Que mulheres também sentem tesão. Etc. Não vou citar nenhum texto específico, porque meu intuito é falar de um problema generalizado, que é algo muito bem explicado nesse texto aqui: “A falácia da liberação sexual e as novas formas de dominação”.

Vejam bem, o fato de que mulher também sente tesão nem deveria estar em jogo. Os problemas que alguns seres humanos vivenciam hoje em dia no âmbito sexual não acontecem por essa questão, em geral (embora exista quem acredite que sim). A maior parte das pessoas – do sexo masculino ou feminino – sente desejos sexuais, se excita e possui a capacidade de alcançar orgasmos. No entanto, construímos narrativas sexuais diferentes para cada sexo. Basicamente, é aquele clichê: o homem tem que ser o garanhão e a mulher uma “dama recatada”. Essa pobreza de nuances deixa todo mundo no prejuízo – principalmente as mulheres, claro. Os homens podem sofrer com problemas eréteis, ejaculação precoce (uma sexóloga me disse uma vez, em uma conversa informal, que a maioria desses problemas é de origem psicológica) e uma pressão tremenda para corresponder a papéis que eles não querem ou conseguem. Mas, ainda assim, se na sociedade como um todo o poder é deles, todos os espaços acabam reproduzindo isso, o que engloba relacionamentos amorosos/sexuais. Logo, as mulheres, por estarem na parte inferior da hierarquia de gênero, estão infinitamente mais suscetíveis a abusos e violências.

(Sem contar que a ideia de “sexo”, no geral, é baseada principalmente no pênis-penetrando-a-vagina, o que torna a vivência sexual de todo mundo pouco ampla).

Se relacionar com homens é um constante risco

O sexo, na vida da mulher, é algo vivenciado de forma muito mais coercitiva e amedrontadora. Tipo, ela não pode transar, porque vai ser chamada de vadia, ao mesmo tempo em que tem que lidar, o tempo todo, com homens forçando a barra para transar com ela – ás vezes, os mesmos que vão chamá-la de vadia depois. É um ciclo confuso. E tem o fato de que ela é induzida a acreditar que o próprio valor vem da sua aparência e da sua capacidade de despertar desejo sexual, embora ela não queira ser resumida apenas a um corpo. E os discursos de liberação sexual buscam desconstruir toda a “repressão” da mulher como se ela fosse ~naturalmente~ reprimida, e não a sociedade que tentasse controlar o corpo dela (mas esquecem de falar da violência do homem). Daí surge um outro paradigma, que é a mulher que faz muito sexo mesmo, que não está nem aí. Porém, ainda assim, a problematização da violência masculina continua de lado e todas as mulheres, independente do que façam, continuam vulneráveis à situações desagradáveis e até mesmo criminosas (infelizmente são muitos os homens que acham que existe diferença entre sexo sem consentimento e estupro, por exemplo).

Quando falo de violência, não me refiro apenas a sexo forçado e outros atos explicitamente violentos. Estou me referindo também a violência psicológica, que se manifesta por meio de mulheres sendo chantageadas, isoladas e difamadas por conta de conduta sexual, mulheres transando sem querer transar, incitação à baixa autoestima feminina, controle e manipulação de corpos e comportamentos das mulheres, entre outras coisas.

Homens são ensinados a objetificar as mulheres

Vamos lá: a socialização do homem envolve a objetificação da mulher e o esvaziamento do subjetivo dela. Muitos homens, por exemplo, conseguem transar com mulheres que desprezam apenas pelo simples prazer de “conquistar” um novo “território”. Não vamos fingir que isso não acontece. A mulher, para ele, é uma coisa, e quanto mais coisas um homem conquista, mais poderoso se sente. Então quando um homem quer só sexo com uma mulher, eu aconselho que ela mantenha os olhos bem abertos.

“Deixa de ser moralista, aff”, você pode estar pensando. Eu já pensei assim também. É muito comum que misturem conservadorismo e críticas à desumanização da mulher em um mesmo balaio, para que a gente se sinta constrangida, chata e uncool e deixe esse papo de querer ser respeitada pra lá (a forma que as críticas contra a pornografia são tratadas são um belo exemplo disso).

Só que, hoje em dia, eu não acredito em “só sexo” (acho que nunca acreditei, na verdade). Com isso, não quero dizer que todas as relações devam se transformar em casamento-felizes-para-sempre. Por favor, né? Quero dizer que quando um homem diz querer só sexo com uma mulher e não se interessa pela maravilhosa pessoa que existe ao redor da vagina dela, isso é sim objetificação. Isso é resumir a mulher a um buraco de prazer (pra ele) cuja opinião ou pensamento não faz diferença. Como postei no Twitter um dia desses:

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Tanto que não são poucos os relatos de mulheres que praticam sexo casual e afins e depois são maltratadas e ignoradas na rua pelos rapazes com quem se relacionaram. Oras, a função delas foi cumprida, o que mais querem? Amizade? Respeito? Isso é algo que só os bróders e as minas-perfeitas-que-não-transam-cagam-falam-andam-opinam (ou seja, nenhuma) merecem, né?

Então, analisando todo esse cenário, é perfeitamente entendível porque muitas mulheres ainda tenham receio de “transar no primeiro encontro”. Uma simples trepadinha pode transformar uma mina na mártir-da-liberação-sexual-feminina e, gente, que preguiça desse alarde, né? Correr o risco de fazer um sexo que nem vale a pena e ainda ter que aturar isso se transformando em um grande embate ideológico cheio de ataques e defesas é de deixar qualquer uma sem vontade alguma de tirar a roupa. Muito drama pra pouca trama.

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“–Como que uma simples trepadinha pode render tanta dor de cabeça? Aff”

Acho que precisamos parar de pressionar as mulheres a transarem mais – ou menos – e começar a pensar nos homens. Por que eles separam mulheres em categorias? Por que eles acreditam que uma mulher só deve ser respeitada se “merecer”? O que é “merecer”, aliás? Por que dizem que não querem rótulos mas anseiam em rotular certas relações como “só sexo” já de cara? Por que eles tratam mulheres como objetos sexuais e não como seres humanas completas, capazes e interessantes? Por que eles riem e se gabam de histórias em que fizeram mal às mulheres (vide o caso recente do nojento do Alexandre Frota relatando praticamente um estupro em rede nacional)?

Ás vezes vejo discursos “empoderadores” incitando mulheres a transarem com quem elas quiserem e, bem, me parece uma forma de jogá-las aos leões, principalmente quando isso é dito para mulheres muito jovens (ainda mais se formos considerar que o número de predadores voando em cima de jovens é altíssimo. ATENÇÃO CARAS, usem a experiência de vocês pra construir algo que preste e não para manipular garotas inexperientes, vocês são ridículos).

Precisamos, primeiramente, conversar sobre consentimento, cuidado e respeito. Precisamos definir bem o que é “querer” e o que é “estar com a autoestima baixa e topar algo que não quer porque é o que tem pra hoje”. Precisamos definir que chantagem e coerção não são a mesma coisa que amor e desejo. Precisamos explicar que existem homens que rotulam mulheres de “putas” para que elas assimilem isso e fiquem com a autoestima ferida e estejam sempre disponíveis sexualmente. Ou fazem elogios frágeis e dizem que elas “são especiais” ou “não são como as outras” para que elas não se aproximem de mais ninguém e se sintam gratas por serem “valorizadas”.

É tudo muito mais complicado do que parece. Não é “frigidez”. Não é recato. Não é moralismo. É uma sociedade baseada em heterossexualidade compulsória e misoginia (e racismo, mas isso já entra em pontos que não me sinto apropriada para abordar), e que pratica um gaslighting sinistro contra a mulher, dizendo que ela precisa de homem, mas ela não pode transar, mas ela tem que satisfazer um homem, mas o corpo dela é sujo e imundo e fica cada vez mais sujo e imundo quando ela faz sexo, mas ela precisa fazer sexo, mas não muito, mas não pouco, mas não sem pênis. E o senso comum prega a existência de uma mulher infantilizada, sem pelos, maquiada, “sexy”, com a vagina cheirando a flores, com seios perfeitos, sem estrias, celulite, espinhas. É algo tão fora da realidade, que muitos homens se frustram com a mulher real e chegam a ter nojo dela.

Como eu já disse, é um tanto quanto confuso.

Então tá proibido transar?

Meu intuito aqui não é ser “anti-sexo”, mas discutir a forma que mulheres e homens se relacionam amorosa/sexualmente dentro de um regime machista. Muita mulher acha que, com o tempo, vai “mudar” o cara e fazer ele tratar ela direito e coisas do tipo. Temos que ser realistas: isso não acontece e não vai acontecer. E nem tinha que ser assim, porque mulher alguma deveria ter que provar ser “merecedora” de respeito. Os homens é que precisam começar a enxergá-las como reais e dignas de respeito em qualquer situação.

Para a segurança das mulheres, é preciso discutir sobre comportamentos masculinos recorrentes e danosos. Porque somos praticamente inseridas, sem conhecimento e sem consentimento, em relações desiguais e sádicas.

Logo, não estou contra o sexo, mas a favor do sexo bom de verdade, oras. Ou será utópico demais?

   “I believe in the radical possibilities of pleasure, babe”